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Praia da Franquia e Praia do Farol

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São as principais praias de Vila Nova de Milfontes. Situam-se em plena foz do Mira, na margem norte do rio. Estas praias são conhecidas pela fraca ondulação e acesso fácil, cativando quer famílias com crianças quer os amantes dos desportos aquáticos.
A vigilância das praias é da responsabilidade dos concessionários.
Infra-estruturas de apoio (Praia da Franquia):
balneários públicos (sanitários e duche);
estacionamento;
aluguer de canoas;
posto de primeiros socorros: assistência prestada pelos nadadores-salvadores e no posto de atendimento da Cruz Vermelha.
Infra-estruturas de apoio (Praia do Farol):
Estacionamento;
Posto de primeiros socorros: assistência prestada pelos nadadores-salvadores e no posto de atendimento da Cruz Vermelha.
Praia do Malhão

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É uma das praias favoritas de muitos turistas que passam férias em Vila Nova de Milfontes. Localiza-se a cerca de 5 km a norte desta vila e beneficia de um parque de campismo, nas proximidades. É uma praia vigiada e com óptimas condições para a prática de surf e bodyboard.
Infra-estruturas de apoio:
Estacionamento;
Posto de primeiros socorros: assistência prestada pelos nadadores-salvadores.
Ermida de São Sebastião

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Antiga ermida de construção maneirista popular que está actualmente integrada no perímetro da Vila, remonta a meados do séc. XVI. Está edificada, provavelmente, sobre uma antiga construção castrense de carácter militar.
Forte de São Clemente
Tem sido geralmente designado por “castelo”, algo impropriamente pois trata-se de um forte “moderno”, e não medieval. A sua construção data de 1599-1602 e foi projetada e dirigida pelo engenheiro italiano, de Florença, Alexandre Massai, que alguns anos antes viera para Portugal, por decisão do rei Filipe II (I de Portugal). Embora tenha havido intenção de o designar por São Clemente, este nome nunca foi usado até à sua atual e algo artificial recuperação. Hoje, é propriedade privada.
O motivo da sua edificação prende-se com o corso marítimo, em especial proveniente das “repúblicas” corsárias do Norte de África, cujo recrudescimento ocorreu na segunda metade do século XVI. Episodicamente, verificou-se também a presença de inimigos do Norte da Europa. No verão de 1581, uma esquadra proveniente de Argel atacou a pequena vila, saqueando-a e levando alguns moradores como cativos; em 24 de julho de 1597, novo desembarque desta vez de “hereges”, de uma esquadra anglo-holandesa, que roubaram os escassos moradores e provocaram desacatos.
A sua traça obedecia à tipologia de uma fortificação preparada para receber e defender-se de armas de fogo, dentro das exigências da pirobalística, então em uso. De planta grosseiramente quadrangular, ou poligonal, parecia avançar em cunha sobre o estuário e abrigar a vila com a sua mole, expondo ao fogo de possíveis inimigos uma superfície angular destinada a amortecer os impactos dos projéteis.
Por norte e nascente, o forte era cercado pelo fosso seco, cingido exteriormente por “contraescarpa”, muro do lado exterior do fosso, sobre o qual corria a “estrada coberta”, ou “caminho coberto”, passadiço para circulação dos defensores, com seu parapeito, acedido, a partir do fosso, por já demolida escada de pedra. O muro que rodeia exteriormente o fosso é o que resta dessa parte exterior da fortificação.
Igreja Matriz
Igreja de Nossa Senhora da Graça
Edificada na sequência da fundação do concelho de Milfontes, em 1486, por D. João II, a igreja matriz sublinhava a autonomia administrativa da vila. Além disso, desempenhava as funções que lhe eram próprias e representava o poder da Ordem de Santiago da Espada, o poder senhorial, que apresentava os párocos e, por intermédio do comendador, tinha o encargo de a consertar e prover do necessário. Foi edificada em lugar algo elevado, com o casario a sueste; hoje, encontra-se no miolo da parte antiga da vila.
Sucessivamente, foi dita igreja de Nossa Senhora e de Nossa Senhora da Graça, conforme a tendência geral de atribuição de títulos específicos à Virgem, que ocorreu em finais do período medieval. Dessa época, será a pia de água benta, gótica – de perfil oitavado e com decoração naturalista de folhas de acanto contorcidas –, formalmente aparentada com o modelo escultórico do Mosteiro da Batalha, embutida na parede, à direita de quem entra, mas, antes, parece, assentada sobre um colunelo.
Do primitivo edifício há notícias de o seu interior ter sido profusamente decorado com pinturas parietais, representando figuras de santos e cenas bíblicas, uma arte fundamentalmente cénica, destinada a adensar a sacralidade do lugar, a comover um público ingénuo e a ampliar, pela linguagem pictórica, o efeito da palavra do sacerdote. Por finais do século XVI, sofreu depredações provocadas por corsários.
Em algumas representações iconográficas figura com traça gótica, sugerindo três naves, embora com portal de verga reta e não de arco apontado. Por finais do século XVII, foi totalmente remodelada, ao estilo barroco, recebendo então os seus altares de talha dourada. Com as obras em cerca de 1960 foi, porém, completamente mutilada, como hoje se apresenta.
No exterior, a frontaria, de influência rococó, rematada por cimalha de recorte mistilíneo, poderá ser do século XVIII, ou mesmo já do XIX. Em 1859, foi, finalmente, construída a sua torre sineira, ainda influenciada pelo mesmo cânone, com os rendimentos da Fábrica da igreja e das três confrarias existentes. Em 1867, alguns paroquianos nela mandaram instalar o seu primeiro relógio, numa altura em estes mecanismos de medição do tempo urbano se tornaram comuns.
Com a edificação da “igreja nova” da invocação de Nossa Senhora de Fátima (inaugurada em 2000), foi secundarizada no plano cultual.
Para saber mais, ver:
António Martins Quaresma. Vila Nova de Milfontes: História. Odemira: Município, 2019.
António Martins Quaresma & José António Falcão. Odemira: Património, Religião, Sociedade e Território. 2.º vol. Odemira: Município de Odemira e Pedra Angular, 2021.
Igreja Nova

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Vila Nova de Milfontes tem uma Igreja Nova desde o dia 26 de Agosto do ano 2000. Inaugurada no Ano Jubilar do nascimento de Cristo. O vitral interior representa precisamente o nascimento de Jesus Cristo. No frontispício destaca-se o logótipo do Ano Jubilar com a inscrição latina “Jubilaeum A.D. 2000”.
A Igreja foi dedicada a Nª Senhora de Fátima porque na Diocese de Beja, onde se situa V.N. de Milfontes, não havia nenhuma Igreja Paroquial a Ela dedicada.

